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Artrite reumatóide: como evitar as deformidades

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A Artrite Reumatóide é enfermidade reumática crônica, sistêmica, autoimune, que tem como alvo preferencial as articulações diartodias (mais móveis), resultando em insulto inflamatório que se inicia na membrana sinovial (membrana de revestimento desse tipo de articulação), podendo progredir com danos estruturais irreversíveis. Outros órgãos também podem ser acometidos, como os pulmões, olhos, pele e nervos.

A inflamação da articulação é resultado de um influxo de células imunes autorreativas (que agridem o próprio organismo), produção local e sistêmica de citocinas e outras substâncias inflamatórias, desbalanço entre mecanismos controladores da inflamação e produção de autoanticorpos (anticorpos contra estruturas próprias) que perpetuam a doença.

A cartilagem e o osso sofrem danos irreversíveis, que geram estreitamento e erosões das articulações. Como resultado, há redução de mobilidade, deformidades articulares e disfunção do aparelho locomotor.

A inflamação não controlada, aumenta o risco aterogênico (formação de placas de gordura nas artérias), que traz um risco aumentado de infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).

A enfermidade acomete entre 0,5 a 2 % da população, sendo portanto, considerada frequente. Em muitas populações, é o transtorno reumático autoimune mais prevalente. Incide especialmente na faixa etária entre 30 e 45 anos de idade, porém pode acometer indivíduos de qualquer idade. É pouco mais frequente entre as mulheres, em torno de duas a três vezes mais que nos homens. É mais comum nos brancos, embora acometa também as demais etnias.

A apresentação clássica é de artrite que envolve cinco ou mais articulações (poliartrite), iniciando especialmente entre as pequenas de mãos, punhos e pés, bilateralmente (simétrica), e somação de número crescente de articulações inflamadas (aditiva). Normalmente se instala de forma lenta ao longo de alguns meses, podendo ser acompanhada de febre, indisposição e emagrecimento. No entanto, há formas de apresentação e instalação atípicas.

Uma articulação inflamada, normalmente se torna dolorosa, especialmente pela manhã, quando também estão mais inchadas. Abrir e fechar as mãos se torna difícil, com sensação das articulações estarem rígidas, melhorando ao longo do dia. Ou seja, os sintomas e sinais centrais para identificação de uma artrite são dor, aumento de volume e rigidez da articulação.

O diagnóstico da enfermidade responsável pela artrite é feito através da integração de sintomas e sinais, duração da doença, exames de laboratório e muitas vezes também de imagem. É possível que, para alguns casos mais iniciais, haja dificuldade para identificação de que tipo de artrite sofre o paciente. Esses casos, tidos com artrite periférica inflamatória indiferenciada, podem ser mostrar, durante a evolução, como sendo Artrite Reumatóide.

O diagnóstico precoce da Artrite Reumatóide é fundamental para melhores resultados terapêuticos e prevenção de deformidades. E os danos irreversíveis acontecem já logo de início, sendo que 75% dos pacientes terão erosões ósseas nos primeiros 2 anos se não adequadamente tratados.

Importante grupo europeu (EULAR) recomenda que pacientes com artrite de mais de uma articulação devam ser examinado por um reumatologista nas primeiras seis semanas. Os elementos centrais para a identificação de uma artrite inicial são:

 

                                                                                                                                     

 

 

O tratamento adequado deve ser instituído tão breve seja feito o diagnóstico, com reavaliações frequentes até que a doença esteja controlada, buscando sempre a remissão.

A Artrite Reumatóide não tem cura, porém atualmente o arsenal terapêutico é muito vasto e a possibilidade de remissão de doença é real. Neste estado de remissão, a doença se mostra controlada, com pouca ou nenhuma dor ou articulações inchadas, e há mínimo ou nenhuma progressão de danos às articulações.

Houve nas duas últimas décadas um grande avanço no tratamento dessa enfermidade, no que diz respeito à estratégia utilizada e também no desenvolvimento de fármacos imunobiológicos, que se mostraram muito valiosos para casos mais graves e com grande efeito protetor dos danos articulares.

Em resumo, o surgimento de deformidades articulares tem relação direta com inflamação não adequadamente controlada. Dessa forma, para se evitar as deformidades irreversíveis das articulações deve-se buscar o estado de remissão clínica o mais rápido possível, através de seguinte conjunto de estratégias: diagnóstico precoce, instituição de tratamento modificador de doença tão logo seja feito o diagnóstico, acompanhamento intensivo do reumatologista buscando rigorosa avaliação e controle de inflamação e introdução mais precoce da chamada terapia imunobiológica para os casos mais graves.

 

 

Dr Leandro Tavares Finotti

 

Para mais informações, acesse a cartilha de Artrite Reumatóide da Sociedade Brasileira de Reumatologia: Aqui

 

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