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Osteoporose: inimiga silenciosa

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A osteoporose é definida como condição de redução da força óssea do esqueleto, predispondo a fraturas de baixo impacto. É ocasionada por redução da massa óssea ou prejuízo na sua arquitetura, proporcionados por condições variáveis que afetam o metabolismo ósseo.

É doença freqüente, especialmente nas mulheres após a menopausa, mas também afeta os homens e indivíduos mais jovens, quando da presença de fatores de risco.

Tem pouco ou nenhum sintoma, exceto nas fases mais avançadas, quando frequentemente o paciente descobre a doença com sua primeira fratura. E esta situação é muito grave, representando um risco real de morte. Isso porque acontece em fase adiantada da vida, em indivíduos que estão sujeitos a acúmulo de outras doenças, que frequentemente se descompensam, além de demandar cirurgias de grande porte, e expor o paciente ao surgimento de complicações infecciosas e trombóticas.

O diagnóstico pode e deve ser feito antes do surgimento da temível fratura. Isso normalmente acontece com a realização do exame de densitometria óssea. Está indicado para todas as mulheres após 65 anos e homens após os 70 anos de idade e para qualquer indivíduo de idade menor, mas que tenha fatores de risco para a doença.

No entanto, um plano de enfrentamento mais amplo da osteoporose deve ser pautado em buscar um pico ótimo de massa óssea na puberdade, identificar e corrigir fatores de risco modificáveis, diagnosticar precocemente a doença já instalada e ter acesso a tratamento eficaz e com boa adesão para reduzir o desfecho final de fratura.

A mineralização óssea começa na vida intrauterina, perdura por toda a infância e atinge seu pico máximo na segunda década da vida. Este é influenciado pela genética, sexo, etnia, fatores hormonais, nutricionais, ambientais e surgimento de enfermidades. No que diz respeito a atitudes positivas que podem ser adotadas desde a infância, se destaca a boa ingesta de leite e derivados, exposição solar e prática regular de atividade física. Um esqueleto saudável é essencial para toda a vida.

Na vida adulta, o metabolismo ósseo segue como um processo contínuo de renovação de tecido ósseo, que é vivo e biologicamente sensível a diversos fatores. Para que novo osso seja formado, há um processo acoplado de reabsorção do tecido velho. Com o passar da idade, é fisiológico que haja perda de 1% da massa óssea ao ano.

Essa perda de massa e alteração da arquitetura óssea são influenciados fortemente pela genética, sendo frequente o histórico materno da doença e de fraturas de baixo impacto. A raça branca é mais acometida.

As mulheres, na menopausa, estão mais expostas à doença, especialmente pela redução do efeito protetor do estrogênio. A perda de massa óssea é mais abrupta nos primeiros 10 anos da menopausa, período crítico para receber tratamento quando necessário. Ainda, a menopausa precoce é grande fator de alerta para vigilância de perda óssea acelerada.

Fatores nutricionais, hábitos de vida, enfermidades e exposição a medicamentos, podem impactar de forma importante no risco de osteoporose. O estudo Brazilian Osteoporosis Study (BRAZOS) confirmou ser o consumo médio de cálcio, vitamina D, magnésio, vitamina K e vitamina A inferiores ao recomendado entre a população brasileira.

Destaque pode ser dado para a vitamina D, que representa importante fator no metabolismo ósseo, como também na saúde muscular, protegendo contra a osteoporose e quedas por redução da massa muscular. Embora possa ser consumida nos alimentos, a quase totalidade de vitamina D é produzida na pele com exposição solar. Se contrapondo a uma situação privilegiada de sol do nosso país, estudo brasileiro com indivíduos de diferentes regiões do território, encontrou hipovitaminose D em 60% da nossa população.

Os homens não estão livres da osteoporose, que embora menos frequente, pode ser igualmente grave. Hipogonadismo (redução dos níveis de testosterona), alcoolismo e uso de medicamentos são os principais fatores de risco.

Com o envelhecimento, uma combinação de hipoestrogenismo, morte de células ósseas e deficiências nutricionais, associadas à ingesta deficiente ou má-absorção intestinal, são responsáveis pela perda da massa óssea. A frequência de fraturas por fragilidade aumenta exponencialmente com a idade a partir dos 70 anos.

O objetivo primário do tratamento da osteoporose é a redução do risco de fraturas. De fato, os indivíduos que apresentam massa óssea na faixa de osteoporose medida pela densitometria óssea são de risco. No entanto, a densitometria óssea sozinha não é capaz de identificar todos os indivíduos de risco, já que aqueles com osteopenia (redução mais leve da massa óssea) também podem ser susceptíveis a fraturas.

Para identificar os pacientes osteopênicos que devem ser tratados, existe uma ferramenta de nome FRAX, validada também para a população brasileira. Na dependência de acúmulo de fatores de risco para fraturas em 10 anos, cada país determina o ponto de corte para tratamento, baseado na política local de saúde. Nos Estados Unidos da América, pacientes com mais de 3% de risco para fratura de colo femoral e 20 % para fraturas maiores totais ( colo femoral e vertebrais sintomáticas) em 10 anos são candidatos a tratamento. O Brasil ainda não determinou seu ponto de corte.

Conheça a ferramenta FRAX para o Brasil clicando AQUI:

A estratégia de tratamento da osteoporose envolve controle dos fatores de risco, redução dos riscos de queda, suplementação de cálcio para pacientes com dieta insatisfatória, exposição solar e reposição de vitamina D, além de medicamentos específicos.

Existe uma variedade de medicações disponíveis, de administração oral, subcutânea ou endovenosa, de tomada diária, semanal, mensal, semestral ou anual. A escolha do melhor produto é baseada nas comorbidades, na idade do paciente, no sítio ósseo de maior prejuízo, na presença de fratura grave prévia, na comodidade de administração e preferência do paciente.

 

 

Dr Leandro Tavares Finotti

 

Para mais informações, acesse a cartilha de Osteoporose da Sociedade Brasileira de Reumatologia: Aqui

 

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